A vacinação é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da saúde pública no Brasil e no mundo. Ela não apenas erradicou doenças que antes dizimavam populações, como a poliomielite, mas também continua sendo uma ferramenta essencial para proteger grupos vulneráveis, como os idosos.
Com o envelhecimento rápido da população brasileira – os idosos já representam 14,7% da população, segundo o IBGE –, o calendário de vacinação assume um papel ainda mais importante.
Por que os Idosos Precisam se Vacinar?
Devido à idade avançada e condições de saúde associadas, os idosos estão mais sujeitos a complicações graves causadas por doenças que, para outros grupos, podem parecer banais. A gripe, por exemplo, pode levar a quadros graves de pneumonia, insuficiência cardíaca e até infarto em pessoas idosas.
Além da vacina contra a gripe, o calendário do Ministério da Saúde recomenda vacinas como:
Covid-19 (reforço anual);
Dupla Adulto (DT), contra difteria e tétano;
Hepatite B;
SCR, contra sarampo, caxumba e rubéola;
Pneumocócica 23-valente, que previne doenças como meningite e pneumonia.
Campanhas e Avanços no Brasil
Apesar do sucesso histórico de campanhas como a da erradicação da poliomielite, especialistas apontam que ainda há uma lacuna nas campanhas voltadas para adultos e idosos. Durante a pandemia de covid-19, no entanto, observou-se um esforço robusto para conscientizar a população idosa, o que resultou em uma redução de 95% nos óbitos após a vacinação de reforço.
Um Investimento de Alto Impacto e Baixo Custo
Como ressalta o infectologista Fernando Bellissimo Rodrigues, da USP, poucas intervenções têm tanto impacto na saúde pública quanto a vacinação: “Com o baixo custo e a ampla abrangência, a imunização completa é a maneira mais efetiva de proteger nossa população.”
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